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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Candice Breitz

White Cube Hoxton Square acaba de exibir "Factum", uma exposição de novos trabalhos de Candice Breitz, terceira exposição da artista na galeria. Filmado em Toronto, no Canadá, "Factum" é uma série de retratos em vídeo in-depth de gêmeos - e um grupo de trigêmeos - que marca o profundo interesse de Breitz em duplicação, retratos e identidade.  Candice Breitz explora as forças internas e externas da individuação e da unidade. Breitz tem freqüentemente mostrado interesse nos modos de alternância do desejo e da repulsa , na mudança entre os amantes, os fãs e celebridades. "Factum" olha a intensidade dessas forças entre os gêmeos idênticos. Cada "Factum" é apresentado como um díptico (e um tríptico), sendo que cada dupla ou trio ao lado de seu irmão ou irmã, vestida de forma quase idêntica e na mesma configuração. Breitz entrevista cada indivíduo sozinho por até sete horas, pedindo a cada dupla o mesmo conjunto de perguntas. A artista, em seguida, transcreve e analisa cada par de entrevistas antes de editar o material em uma conversa dinâmica entre os irmãos, com o entrelaçamento do  documentário e ficção constantemente em jogo. As respostas muitas vezes emocionais, revelam a estranheza, as alegrias e dificuldades de viver a vida em paralelo com alguém que compartilha seu código genético exato e que ainda possui uma identidade distinta, com desejos e gostos que podem diferir de maneira sutil ou significativa. Enquanto a entrevista inicial permitiu que cada dupla ou trio pudesse contar sua própria história sem sentir o peso da presença de um irmão, Breitz complica essa relação na obra acabada, introduzindo o outro gêmeo como um interlocutor, que oferece uma perspectiva diferente, com o artista também implicitamente presente como um "terceiro autor ', nas biografias. Através deste formato, como sublinha Breitz qualquer biografia torna-se uma negociação entre as diversas relações, circunstâncias e desejos - para não falar de um património genético.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Lucas Bambozzi

Ontem começou a exposição nova do Lucas, e foi um momento de encantamento ver esse quarto respirando luz , temperatura e o decorrer do tempo...As paredes deslizam presenças e memórias. surpreendente!
veja parte do site da Luciana Britto Galeria .


LUCAS BAMBOZZI:

PRESENÇAS INSUSTENTÁVEIS

O espaço interior é, a princípio, a representação de um apartamento vazio moldado por sugestões visuais projetadas em suas paredes, janelas e portas – ora reais, ora fictícias. Trata-se de uma arquitetura preenchida por outra, um lugar que se transforma em vários.

As cenas apresentam partes de quartos e cômodos provisórios, captadas ao longo dos últimos quatro anos, enquanto o artista buscava apartamentos ou casas para alugar pela cidade de São Paulo. Os ambientes sugeridos nessas gravações oscilam entre o que se vê e o que se imagina que possa ter acontecido neles.

Partindo da idéia de que a presença do outro é sempre percebida subjetivamente, o trabalho discorre sobre as evidências que pontuam nossa percepção no espaço em relação às pessoas que o percorrem ou o habitaram. As imagens são como visões vagas, resultado da noção enganosa que as formas podem produzir. Estas se transformam, as paredes se modificam, o espaço se reconfigura e atribui-se memória a este ambiente.

De acordo com o artista, “a mostra apresenta as minhas inquietações em um campo de novas buscas. Uma busca que não reflete fórmulas conhecidas dos vídeos de arte, que se mostra diferente de meus filmes e vídeos dos anos 90. Que retira do ordinário e das evidências mais banais uma outra forma de percepção para a informação contida nas imagens. Uma outra arquitetura, um outro cinema e outras possibilidades de encontro entre o espaço e as imagens em movimento”.

Lucas Bambozzi trabalha com vídeo e meios eletrônicos desde o início dos anos 90, sendo um dos artistas brasileiros mais conhecidos no exterior no campo das novas mídias. Nasceu em Matão, São Paulo, em 1965, e formou-se em comunicação social e jornalismo pela UFMG, em Belo Horizonte. Seus trabalhos incluem instalações, videoclipes e vídeos experimentais. Foi um dos fundadores do ForumBHZVideo e curador de vídeo do MIS, na capital paulistana. Atua também como crítico, curador e distribuidor de trabalhos criativos em artes eletrônicas.

Recentes exposições individuais incluem Da Obsolescência Programada, em 3 Atos apresentada durante o ON_OFF Festival: Experiências em Live Image (Instituto Itaú Cultural, São Paulo, 2009) e TransitionMX, na Cidade do México. Em 2009, o artista participou das mostras Restraint (OBORO et Maison de la Culture Marie-Uguay, Montreal), Geografías Celulares (Espacio Fundación Telefónica, Buenos Aires), Petit Mal (Museo Universitario de Arte Contemporáneo, Cidade do México), Outros Silverinos Remix (Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo) e da itinerante RE:akt! Reconstruction, Re-enactment, Re-reporting, que passou por Bucareste, Ljubljana e Rijeka. A obra de Lucas Bambozzi foi premiada nacional e internacionalmente com o 5º Petrobras Cinema, 4º Prêmio Sergio Motta e 20º Locarno VideoArt Festival entre outros.

Terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 17h.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

que venham as flores...



Pra comemorar a primavera...
uma lufada do velho e bom Bill Viola.
Um átimo de tempo...suspenso.

*video arte pra mim é como teatro.
São muito RARAS as vezes que consigo me conectar de fato,
mas quando acontece é impressionante...
Adoro simplesmente esse trabalho!

A obra "The Reflecting Pool", de 1979, 
do artista americano, pioneiro na videoarte, Bill Viola.
clique aqui
http://www.weshow.com/br/p/1121/the_reflecting_pool